terça-feira, 9 de agosto de 2011

Colecistite Aguda

A colecistite aguda já é o desenvolvimento de um processo inflamatório da vesícula biliar que resulta nas maioria dos casos, da obstrução persistente do ducto cístico por um cálculo, determinando obstrução mantida (95%).
Obs: atenção para a diferença entre a causa da dor na colelitíase, que é momentânea e recorrente, e ocorre devido episódios de impactação, que geram contração vesicular. E a dor gerada na colecistite que ocorre por impactação persistente do cálculo, determinando obstrução. O processo inflamatório é gerado devido estase biliar que resulta em dano à mucosa vesicular.

Como ocorre?
Com a impactação do cálculo, obstruindo o ducto cístico > há o aumento da pressão intraluminal > dintensão da vesícula > obstrução venosa e linfática  > edema > isquemia > ulceração da parede da VB > e infecção bacteriana secundária.
A infecção acaba sendo responsável pelas sequelas mais sérias da colecistite, como empiema, perfuração, abcesso pericolestático, fístula enterobiliar...

Quadro clínico
Paciente típico é uma mulher de meia idade, portadora de cálculos biliares e que já havia experimentado cólicas biliares.
* Dor abdominal que aumenta de intensidade e se localiza debaixo do gradil costal direito, podendo apresentar irradiação dorsal, para as escápulas. A dor persiste por mais de seis (6) horas (diferente da cólica biliar - colelitíase), e anorexia, náuseas, vômitos e febre baixa podem estar associados.

Exame físico - região subcostal direita hipersensível à palpação. (Sinal de Murphy positivo em alguns casos - compressão do bordo costal direito e pede para o paciente respirar; o sinal é positivo quando o paciente interromper a inspiração devido à dor).

Exames complementares
- Aumento discreto de Bilirrubina
- Aumento discreto de fosfatase alcalina e TGO
- Aumento da amilase
- Leucocitose (12-15000)

- Imagem - Rx, USG, Cintilografia das vias biliares (padrão ouro) e TC

Diagnóstico diferencial: Apendicite Aguda, Pancreatite e Úlcera péptica perfurada são os mais importantes.

Tratamento

  • Inicial
  • Internação hospitalar
  • Hidratação Venosa
  • Analgesia
  • Dieta zero
  • Antibioticoterapia parenteral (Ampicilina e Aminoglicosídeo - 7/10 dias)
  • Definitivo
  • É a cirurgia - Colecistectomia
    - deve ser feita precocemente por videolaparoscopia ou laparoscopia (podendo ocorrer conversão de houver necessidade)
    - Pacientes com 3-4 dias de evolução, normalmente têm inúmeras aderências, por isso há a indicação de antibiotico-terapia e a cirurgia deve ser realizada após 6-10 semanas.
    - Complicações: perfurações e fístulas, íleo biliar, síndrome álgica pós colecistectomia.

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